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O polémico livro que revela os segredos dos Beatles

Publicado por: a 11 de Abril de 2024

“Paul e Linda (McCartney) rasgaram o livro e queimaram-no na lareira, página por página, até desaparecer por completo”, revelou Steven Gaines, a propósito da publicação de “The Love You Make” a polémica obra sobre os Beatles, publicada em fevereiro de 1983. Se na altura todas as histórias divulgadas geraram bastantes conflitos, é provável que o mesmo se volte a repetir.

A culpa é de “All You Need is Love”, escrito pelos mesmos autores, que promete fazer ainda mais revelações inéditas sobre a vida de uma das mais famosas bandas de todos os tempos. O livro é apresentado a 11 de abril e é composto por entrevistas retiradas da obra original.

Na década de 80, Gaines e Peter Brown, que foi assistente pessoal do empresário da banda, decidiram lançar um livro que cobre o período desde a adolescência do grupo de sucesso mundial, até à sua separação e o assassinato de Lennon, em dezembro de 1980. Embora Brown tenha revelado em algumas entrevistas que a publicação foi feita com o consentimento de todos os membros (o que nunca chegou a ser confirmado), parece que alguns não ficaram felizes com o conteúdo revelado, uma vez que existia um código de silêncio em torno dos Beatles, revelou o autor ao “The Time”, a 6 de abril. Este código fazia com que ninguém pudesse fazer revelações públicas sobre a banda, estando sujeitos a um sigilo profissional.

A reação de Paul não deixou dúvidas sobre a sua opinião e Ken Mansfield também revelou que não tinha ficado nada agradado, com críticas deixadas no seu livro de memórias “The Beatles, the Bible and Bodega Bay” (2000).

Agora, a nova obra escrita deverá expor ainda mais revelações sobre a banda, incluindo uma estória passada com John Lennon e Mick Jagger, que terá deixado o Beatle “desconfortável”. Segundo conta o ex-assistente pessoal do empresário da banda, o encontro aconteceu quando Allen Klein assumiu o cargo de contabilista da banda em 1969.

Brown solicitou que Jagger participasse numa reunião com os Beatles para explicar quem era a nova contratação, uma vez que Klein já tinha trabalhado com os Rolling Stones em 1965. A verdade é que a relação deles não acabou bem, uma vez que Jagger nunca confiara em Klein e os dois acabaram por estar envolvidos em vários conflitos. Ainda assim, e sabendo disso, Lennon, juntou-os na mesma sala sem eles saberem, o que foi “profundamente embaraçoso” e “deixou Mick muito incomodado”.

Outra das curiosidades reveladas no livro foi a influência que Yoko Ono, então companheira de Lennon, terá tido no início do seu consumo de heroína. Agora com 91 anos, Ono recorda que disse ao companheiro que consumiu a droga pela primeira vez em Paris e que achou que foi “uma sensação linda e agradável”. “Eu disse isso ao John, até porque se ele me perguntou era porque estava interessado no assunto”, confessa. Ainda assim, defende-se, ressalvando que Lennon “não aceitaria fazer nada a menos que quisesse”.

Ono afirma que “nunca injetaram” nada, que “apenas cheiraram”, o que vai ao encontro das declarações do Beatle em 1970, quando detalhou a primeira experiência com heroína, em entrevista à Rolling Stone. Confessou que não foi um momento “muito divertido”, mas que ainda assim voltou a fazê-lo na companhia de Ono.

“Cheirávamos um pouco quando estávamos com muita dor. Passámos por momentos muito difíceis com todos e muitas coisas foram ditas contra mim e contra a Yoko. Por exemplo, Peter Brown via-nos chegar ao escritório, passados seis meses sem estar connosco, e ele descia e apertava a minha mão, sem sequer dizer-lhe olá. Isso acontecia o tempo todo”, recordou sobre a turbulenta relação de todos com a companheira.

“E a verdade é que sentimos tanta dor que precisávamos de fazer algo”, acrescentou Lennon. “No fundo, consumíamos heroína por causa do que os Beatles e todos os outros estavam a fazer connosco.”

No novo lançamento, vai ainda conseguir perceber como Ringo Starr, atualmente com 83 anos, descobriu que “era hora” dos Beatles se separarem. Outro dos episódios relatados, afirma que McCartney, agora com 81 anos, supostamente comparou o grupo a uma “equipa de futebol”, afirmando “que ninguém gostava de ver uma garota no meio da equipa”, provavelmente referindo-se a Yoko Ono, tida por muitos como o elemento que provocou o fim do grupo.

fonte: Nit/2024

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