Presidente do Brasil chama “lixo” à Greenpeace

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, chamou nesta quinta-feira “lixo” à Greenpeace, num novo ataque às organizações não-governamentais que consideram a sua política ambiental prejudicial à Amazónia.

“Quem é Greenpeace? Quem é essa porcaria chamada Greenpeace? Isso é um lixo”, disse o chefe de Estado aos jornalistas. Respondia a uma pergunta sobre as críticas da organização ao Conselho Nacional da Amazónia.

O órgão, fundado em 1995 para coordenar políticas governamentais vinculadas aos territórios que abrigam a floresta amazónica, não funciona há anos. O Governo decidiu reactivá-lo por decreto na terça-feira, pondo-o sob a supervisão do vice-presidente, Hamilton Mourão, com a participação de 14 ministérios, mas excluindo os governadores dos estados envolvidos, gerando muitas críticas.

“Este conselho não tem plano, meta ou orçamento. Ele não reverterá a política anti-ambiental do Governo e não visa combater a desflorestação”, afirmou em comunicado, na terça-feira, a organização ambientalista Greenpeace.

A Greenpeace já esteve na mira do Governo brasileiro no passado. Em Outubro, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, insinuou na rede social Twitter que um navio de organização podia ter causado o derramamento de crude que contaminou mais de 2000 quilómetros da costa brasileira.

A taxa de desflorestação da Amazónia brasileira aumentou 29,5% entre Agosto de 2018 e Julho de 2019 face ao mesmo período anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

A Amazónia, a maior floresta tropical do mundo que possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta, tem cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados e inclui territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (pertencente à França).

noticia adaptada do site publico.pt

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