Portugal vai receber a Conferência das Nações Unidas sobre o Oceano.

Em maio de 2019, a Fundação Oceano Azul, a Ocean Unite e a Oak Foundation juntaram algumas das principais fundações e organizações não-governamentais dedicadas à conservação do oceano, bem como representantes de comunidades piscatórias e de povos indígenas, com vista definir uma agenda de ações prioritárias e soluções necessárias para enfrentar a crise que o oceano atravessa.

Foi assim que começou a Rise Up, a campanha internacional agora anunciada e  que conta com a assinatura de 26 organizações não governamentais. Uma iniciativa a que se juntaram entidades como a Oceana, a Fundação Albert II do Mónaco, a Seas at Risk, a WWF, a federação de comunidades indígenas ICCA, a Conservation International, Fundação Packard dos Estados Unidos, a Fundação Sasakawa do Japão, e que está aberta à participação através do site riseupfortheocean.org.

O movimento Rise Up – A Blue Call To Action lançou um pacote de medidas que quer ver debatido na conferência das Nações Unidas:

  • Abolição de novas explorações de petróleo e gás natural offshore.
  • Moratória para a mineração do fundo marinho.
  • Afetação do mar territorial à pesca artesanal.
  • Transição para uma economia azul circular e descarbonizada.
  • Um tratado internacional sobre poluição costeira.
  • Proteção de pelo menos 30% do oceano global até 2030.

“Esta é a primeira vez que a sociedade civil, organizações filantrópicas e representantes de povos indígenas e de comunidades piscatórias se unem de forma absolutamente clara e convicta sobre o que é preciso fazer para recuperar o oceano. Para garantir a sustentabilidade do oceano para gerações futuras, a ciência diz-nos que precisamos de fazer muito mais, e os governos e empresas têm que agir. O oceano é essencial para toda a vida na Terra. Temos que aumentar a proteção do oceano, sem demora”, afirmou Karen Sack, Presidente e CEO da Ocean Unite.

Depois de receber a Fundação Oceano Azul em representação da Rise Up, António Guterres, destacou a ousadia da iniciativa, reforçando o esforço coletivo que é necessário para “proteger o oceano do aquecimento global, da sobrepesca e da poluição que ameaçam as nossas vidas e meios de subsistência”.

noticia adaptada e imagem tirada do site 24sapo

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