Portugal foi mais rápido a tomar medidas do que a Itália, Espanha e Reino Unido

Portugal foi mais rápido a tomar medidas de combate à covid-19 do que Espanha, Itália e Reino Unido. Quem o diz é um estudo comparativo, no qual se alerta que esta situação não permite traçar um cenário ou inferir resultados.

A análise foi feita pelos autores do Barómetro Covid-19, uma parceria Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP)/Expresso que acompanha a evolução da pandemia em Portugal e cujos primeiros resultados foram divulgados hoje.

Comparando com Itália, Espanha e Reino Unido, Portugal tomou medidas mais cedo, considerando o número de infetados, o número de mortos e os dias decorridos desde a existência de 50 casos.

Portugal suspendeu eventos desportivos e culturais dois dias após ter 50 pessoas infetadas, a Espanha e o Reino Unido 13 dias depois e a Itália 16 dias depois. Os três países já contabilizavam mortos e Portugal não (a Itália já tinha 366).

Em Portugal as escolas fecharam quatro dias após os primeiros 50 casos de covid-19. Em Espanha passaram 12 dias, em Itália 16 e no Reino Unido 18.

A suspensão de serviços não essenciais aconteceu em Portugal quando se registavam 14 mortes mas em Itália a medida só foi tomada quando o número de óbitos era de 1.016. Quando as escolas fecharam Portugal não tinha ainda mortes por covid-19 a assinalar mas a Espanha já tinha 84, o Reino Unido 233 e a Itália 366.

A causa-efeito das medidas pode ser influenciada por questões como a eficácia. “Da mesma forma, visto que o intervalo de tempo entre a implementação de cada medida é inferior a 15 dias será difícil avaliar o seu efeito individual na redução da curva epidemiológica”, diz-se também no documento.

Duma forma geral, as medidas de saúde pública têm impacto no controlo da pandemia, que qualquer medida mesmo isolada é importante, e que “só através de um conjunto combinado de medidas se poderá conter a propagação do vírus”.

Portugal regista até agora 60 mortes e 3.544 infeções devido a um novo coronavírus, que provoca a covid-19, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

Das pessoas infetadas, 191 estão internadas, 61 das quais em unidades de cuidados intensivos hospitalares, havendo 43 doentes que já recuperaram desde que a covid-19 foi confirmada no país, em 02 de março.

noticia adaptada do site dnoticias.pt

Facebooktwitterpinterestlinkedinmail