Covid-19: Madeira aumenta medidas de contenção

O presidente do govenro regional da Madeira, Miguel Albuquerque, anunciou várias medidas de contenção para combater a covid-19.

O desembarque de passageiros no Aeroporto Cristiano Ronaldo, na ilha da Madeira, fica reduzido a uma centena de pessoas por semana, uma medida que entra em vigor às 00hh00 de terça-feira.

No que diz respeito às atividades económicas, o Governo Regional decidiu cessar todas as atividades económicas não essenciais durante 14 dias, também a partir das 00h00 horas de terça-feira.

“Esta medida visa garantir um maior e mais eficaz confinamento dos cidadãos”, salientou Miguel Albuquerque, exemplificando que a medida abrange, por exemplo, a construção civil e os quiosques de venda de jornais e revistas.

Igualmente a partir daquela data, haverá um aumento das unidades hoteleiras para acolher os casos suspeitos do novo coronavírus, que terão de ficar em confinamento obrigatório durante 14 dias nestes espaços, sendo acompanhados pelas autoridades regionais de saúde.

Os hotéis são a Quinta do Lorde e D.Pedro, no concelho de Machico, Vila Galé (Santa Cruz), Quinta do Sol (no Funchal) e o Praia Dourada (na ilha do Porto Santo).

O líder do executivo insular, de coligação PSD/CDS, anunciou ainda a reorganização do Sistema Regional de Saúde, salientando estar “impedida a mobilidade de profissionais entre as unidades de saúde existentes, como forma de evitar a propagação da doença entre os profissionais”.

No que diz respeito ao reforço das medidas de segurança tendo em vista a restrição da circulação e dos ajuntamentos, Miguel Albuquerque revelou que o Governo Regional vai pedir às forças de segurança “o reforço das medidas de controlo, quer à circulação de pessoas e veículos, quer os ajuntamentos com mais de duas pessoas”.

“Todas estas medidas são do conhecimento e têm concordância do senhor representante da República para a Região Autónoma da Madeira”, observou.

“Nós vivemos tempos difíceis que exigem medidas excecionais para situações excecionais, é a nossa sobrevivência enquanto sociedade que está em causa”, sublinhou.

noticia adapta do site sabado.pt

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